OPINIÃO: Por que somos mais saneamento?

07/03/2018

Pela primeira vez realizado no hemisfério Sul, o Fórum Mundial da Água no Brasil terá uma grande projeção e será, para nós, uma oportunidade única de discutirmos por que nosso país, nona economia do planeta, ainda está longe de garantir a todos os seus habitantes o acesso à água segura e esgotamento sanitário.

 

O Brasil só conseguirá superar os imensos desafios à universalização dos serviços públicos de água e esgoto com a conjunção de esforços.

 

Governo, em suas diferentes esferas, e a iniciativa privada devem trabalhar juntos, não apenas ampliando investimentos em novas redes de coleta e tratamento de esgoto, mas também estimulando a gestão e o planejamento, recuperando partes do sistema de abastecimento que estejam em situação crítica, preservando mananciais e incentivando a conscientização sobre o uso responsável dos recursos hídricos.

 

Assim, é com grande satisfação que vimos essa iniciativa da ABCON e do SINDCON, a campanha #SOMOSMAISSANEAMENTO, engajar diferentes atores em prol do setor. Por meio dessa sinergia, queremos trazer a sociedade para a discussão, a fim de qualificar o debate e, num segundo instante, encaminharmos propostas que, de fato, contribuam para solucionar o déficit que aflige muitos brasileiros (ainda hoje, 35 milhões de pessoas não possuem acesso a água potável, e metade do esgoto produzido não é tratado; além disso, 37% da água produzida é desperdiçada por perdas físicas).

 

Sempre defendemos que um dos primeiros passos para essa aguardada mudança no setor é repensar os modelos de prestação de serviços, e promover a parceria entre o público e o privado como real alternativa para atingir as metas de universalização.

 

Que a campanha seja o prenúncio de medidas efetivas para o avanço da saúde e bem-estar da população, e que possamos fazer, juntos, muito mais pelo saneamento.

 

Santiago Crespo

Presidente da ABCON