ONU pede aumento do investimento em água e saneamento nos países mais pobres

04/09/2019

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ONU Água — um mecanismo interagencial que coordena ações do Sistema das Nações Unidas para alcançar metas relacionadas ao tema — alertaram nesta terça-feira (27) para a urgente necessidade de aumentar os investimentos com o objetivo de fortalecer sistemas de saneamento básico, com destaque para água potável e esgotamento sanitário.

O alerta foi feito no contexto da Semana Mundial da Água (25 a 30 de agosto), durante a qual o setor se reúne em Estocolmo, na Suécia, para sua conferência anual. Na ocasião, a OMS lançou em nome da ONU Água um novo relatório revelando que sistemas governamentais frágeis e falta de recursos financeiros e humanos estão comprometendo a prestação de serviços de água e saneamento nos países mais pobres do mundo – e minando os esforços para garantir saúde para todas as pessoas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ONU Água — um mecanismo interagencial que coordena ações do Sistema das Nações Unidas para alcançar metas relacionadas ao tema — alertaram nesta terça-feira (27) para a urgente necessidade de aumentar os investimentos com o objetivo de fortalecer sistemas de saneamento básico, com destaque para água potável e esgotamento sanitário.

O alerta foi feito no contexto da Semana Mundial da Água (25 a 30 de agosto), durante a qual o setor internacional de água se reúne em Estocolmo, na Suécia, para sua conferência anual. Na ocasião, a OMS lançou em nome da ONU Água um novo relatório revelando que sistemas governamentais frágeis e falta de recursos financeiros e humanos estão comprometendo a prestação de serviços de água e saneamento nos países mais pobres do mundo – e minando os esforços para garantir saúde para todas as pessoas.

“Muitas pessoas não têm acesso a água potável, banheiros e instalações confiáveis e seguras para higiene das mãos, e isso as coloca em risco de infecções fatais e ameaça os progressos da saúde pública”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Os sistemas de saneamento básico não apenas melhoram a saúde e salvam vidas; eles são uma parte fundamental da construção de sociedades mais estáveis, seguras e prósperas. Pedimos a todos os países que carecem de infraestrutura essencial de saneamento básico para alocar fundos e recursos humanos de forma a construí-la e mantê-la.”

O relatório ONU Água pesquisou 115 países e territórios, representando 4,5 bilhões de pessoas. Mostrou que, na maioria deles, a implementação de políticas e planos de água, saneamento (esgotamento sanitário) e higiene é limitada por recursos humanos e financeiros inadequados.

Dezenove países e um território relataram uma lacuna de financiamento de mais de 60% entre as necessidades identificadas e o orçamento disponível. Menos de 15% dos países têm os recursos financeiros ou humanos necessários para implementar seus planos.

“Se quisermos uma sociedade mais saudável, justa e estável, fortalecer os sistemas para alcançar aqueles que atualmente vivem sem serviços de água, saneamento (esgotamento sanitário) e higiene seguros e acessíveis deve ser uma prioridade”, disse Gilbert F. Houngbo, presidente da ONU Água e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

“Embora seja necessário garantir que haja financiamento suficiente para enfrentar esses desafios críticos, é igualmente importante continuar reforçando os sistemas nacionais”, declarou.

O relatório também constatou que os países começaram a tomar medidas positivas para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, que trata de saneamento básico.

“Os ODS nos inspiraram a tomar ações concretas em nível nacional para aumentar o acesso ao saneamento (esgotamento sanitário)”, disse o engenheiro-chefe de água do Ministério de Serviços de Água e Saneamento do Ministério de Gerenciamento de Terras em Botsuana, David Molefha. “Desenvolvemos um roteiro de saneamento e estamos trabalhando para eliminar a defecação a céu aberto. Com essas ações, trabalhamos para melhorar a vida das pessoas”, defendeu.

Cerca de metade dos países pesquisados já estabeleceu metas de água potável para alcançar a cobertura universal em níveis superiores aos serviços básicos até 2030, abordando, por exemplo, a qualidade da água e aumentando o acesso à água nas instalações. As metas também visam pôr fim à defecação a céu aberto, o que terá um grande impacto na saúde pública e ambiental.

Como autoridade internacional em saúde pública e água, saneamento (esgotamento sanitário) e higiene, a OMS reúne evidências científicas, define e monitora padrões e promove as melhores políticas e práticas para garantir água, saneamento (esgotamento sanitário) e higiene seguros e confiáveis para todas as pessoas.

O relatório se baseia em resultados de pesquisas de 29 agências de apoio externas, como departamentos governamentais para o desenvolvimento internacional, agências da ONU e organizações não governamentais.

Em 2019, o documento completou 10 anos, logo após concluir com êxito um piloto em 2008 e quatro ciclos de dois anos até o momento. Neste quinto ciclo, o relatório abrange quatro áreas principais de sistemas de água, saneamento (esgotamento sanitário) e higiene (governança, monitoramento, recursos humanos e finanças), com foco especial em políticas, planos e metas.

A maioria dos países possui políticas de água potável (94%), saneamento (esgotamento sanitário) (94%) e higiene (79%) e relatou ter planos de implementação para apoiá-las. No entanto, menos de um sexto dos países com planos de implementação tem financiamento suficiente para implementá-los. Dos países que realizaram avaliações de recursos humanos, menos de 14% possuem recursos humanos suficientes para implementar planos.

Aproximadamente metade dos países estabeleceu metas urbanas ou rurais para atingir 100% de cobertura de água potável nos níveis básico e de gestão segura até 2030.
De acordo com o Programa Conjunto de Monitoramento da OMS e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 2,2 bilhões de pessoas carecem de serviços de água gerenciada com segurança; 4,2 bilhões carecem de saneamento (esgotamento sanitário) gerenciado com segurança; e 3 bilhões carecem de instalações básicas de lavagem das mãos.